Sonorização de ambientes. Como funciona?

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O planejamento para montar um projeto voltado a sonorização de ambientes em espaços específicos, possui impacto significativo quando o orçamento obedecem as necessidades do local de forma positiva, caso contrário, montagens e distribuição de dispositivos aleatórios causará problemas onde, na maioria dos casos, são consideradas irreversíveis.

 

O que é a sonorização de ambientes?

Sonorização de ambientes é a aplicação de conhecimentos físicos, teóricos e práticos, no desenvolvimento de um projeto que permita escolher os equipamentos mais adequados e a melhor disposição deles dentro de um espaço frequentado por pessoas, de modo que elas recebam a mesma mensagem sonora (músicas ou voz) da forma mais confortável, inteligível e eficiente possível.

Por mais que o senso comum acredite que para obter resultados satisfatórios é preciso apenas distribuir fios elétricos, alto-falantes e amplificadores dentro de uma sala para que o trabalho tenha sido feito com qualidade, essa é só uma parte do processo. Antes, é preciso compreender qual é a proposta da sonorização naquele ambiente e a qual finalidade esse recurso se destina.

Além disso, qualquer interessado nesta área deve saber que a propagação de conteúdo por meio de ondas sonoras pode impactar positiva ou negativamente um público: quando usada de forma consciente e planejada, consegue até aumentar as vendas de um estabelecimento comercial; se improvisada ou ignorando conceitos fundamentais, irrita e leva o ouvinte a casos extremos de alteração de sono, perda auditiva e até doenças cardiovasculares e dificuldades de aprendizado. Se esses efeitos adversos ocorrerem frequentemente, os danos podem ser irreversíveis e muito mais caros do que o investimento em um sistema adequado e bem estruturado.

Imagine a situação de um shopping center, que além dos visitantes esporádicos tem frequentadores que passam até oito horas diárias no seu interior, como os funcionários das lojas. O cuidado com o planejamento do sistema deve ser feito com muita cautela, de forma a impedir o desconforto e minimizar a inutilização dos equipamentos de forma precoce.

Essa última atitude costuma ser adotada em casos em que o dimensionamento do som ambiente é feito de forma errada e os resultados são ruins, fazendo com que as pessoas dentro do mesmo espaço tenham percepções diversas — em determinadas áreas o volume é muito mais alto enquanto em outras é quase inaudível — ou tenham que gritar quando conversam umas com as outras, dada a potência sonora desigual e mal planejada.

Sonorização deixa o ambiente mais confortável

Um ambiente de som com estrutura adequada torna o local agradável para todos que vem e quem fica no local.

 

Alimentos, atividades físicas, hábitos culturais, hobbies… São muitos os gatilhos para os hormônios do prazer nas pessoas. É por isso que alguns itens são buscados pelos consumidores em quaisquer circunstâncias, não importando se o momento econômico é favorável ou não. O mesmo acontece com a música.

Os sons podem oferecer vantagens à saúde humana: conforme a escolha, ela pode ajudar a relaxar, acalmar, estimular a memória e até aliviar dores. A musicoterapia é estudada por especialistas há muito tempo e já se sabe, por meio de comprovações científicas, que ela tem a capacidade de ativar o centro de prazer do cérebro — assim como os itens citados acima. Da mesma forma como ela é capaz de liberar a dopamina, pode incentivar o consumo e proporcionar boas sensações em um ambiente.

Usando esse conhecimento, diversas lojas e centros comerciais têm investido em sistemas de sonorização de ambientes e obtido bons resultados. O que acontece é que um lugar agradável tende a reter os frequentadores, que, mais relaxados, podem consumir mais.

Som alto é diferente de qualidade

Usar caixa amplificada de som em locais internos não é uma boa ideia em um sistema de sonorização local.

 

Para que os resultados de fatores como a música e a propagação de mensagens por voz sejam alcançados, é fundamental que as especificações técnicas de um projeto de sonorização de ambientes sejam determinadas por um profissional. Ele deve levar em consideração uma série de fatores que, se corretamente combinados, vão proporcionar a melhor resposta sonora em um espaço físico.

Por isso é importante ter em mente: volume alto não é som de qualidade. Especialmente nesta área, é relevante considerar que a distribuição das caixas acústicas deve ser uniforme. Para isso, lembre-se de instalar mais caixas, aplicando menos potência em cada uma.

Além disso, procure configurar o sistema da seguinte maneira:

  • Os alto-falantes devem receber entre 2 e 5 Watts de potência (média);
  • A boa inteligibilidade (entendimento das mensagens) deve ser priorizada;
  • A faixa de frequência da voz humana (tons médios) é que deve ser valorizada;
  • Arandelas e caixas acústicas projetadas especialmente para sistemas de sonorização de ambientes são os equipamentos mais adequados. Deve-se evitar adaptações com equipamentos domésticos ou caixas de mini/micro-systems que já não estão mais em utilização.

Um som para cada tipo de ambiente

Ainda que o conceito de sonorização de ambientes seja um só e possa ser aplicado a diversas configurações de imóveis, a resposta fônica é muito diferente entre eles. É por isso que o bom projeto precisa, obrigatoriamente, considerar uma série de fatores para oferecer a melhor qualidade e a mais alta taxa de inteligibilidade aos ocupantes do espaço.

Essencialmente, há alguns tipos de ambiente mais comuns: lojas, supermercados, centros de convenções, clubes recreativos, ginásios, bares, boates, escolas, igrejas, restaurantes com música ao vivo, academias, auditórios, salas de palestras, clínicas, consultórios, escritórios e residências. Conforme o tamanho e o material da construção, o projeto exigirá intervenções específicas.

Por exemplo: uma loja com forro de gesso ou PVC poderá implantar um sistema de sonorização de ambientes cujos alto-falantes estejam dentro de arandelas ou caixas acústicas fixadas no teto. Já as lojas que têm forro de concreto só poderão ser sonorizadas com caixas fixadas nas paredes.

A escolha dos equipamentos faz a diferença

É comum encontrar instalações de sonorização de ambientes mal projetadas, que ao invés de utilizarem equipamentos de alta performance para propagar o som, são basicamente uma “reciclagem” de outros aparelhos. Elas são facilmente identificáveis: além de muitas “gambiarras”, são formadas por caixas acústicas que não seguem o mesmo padrão sonoro e estético e, em alguns casos, sequer foram dimensionadas para a carga que recebem. É típico ver partes de mini/microsystems domésticos sendo utilizadas.

Além do risco de que tudo deixe funcionar de uma hora para a outra por conta de um curto-circuito, por exemplo, a própria qualidade fica extremamente prejudicada e a proposta mais importante — que é transmitir músicas ou mensagens com clareza e eficiência — acaba por não ser atendida sequer parcialmente.

Para evitar situações assim, em que a economia não justifica a frustração de atingir um objetivo simples, é importante conhecer e escolher os equipamentos adequados, fabricados especificamente para operações de sonorização em qualquer tipo de ambiente. Entre os itens básicos desse tipo de instalação, estão:

  • Caixas acústicas para ambientes internos ou externos;
  • Amplificadores de potência;
  • Cabeamento de alta qualidade para excelente durabilidade;
  • Equalizador de frequências;
  • Interface para o usuário conectar um dispositivo de mídia (smartphone, DVD Player, etc) ou microfones.

As quantidades, tamanhos e potências necessárias para cada instalação sempre serão definidas após uma avaliação de um profissional do ramo, que deverá elaborar um projeto que leve em consideração as características do ambiente (citadas anteriormente) e a finalidade da instalação.

Fonte: Sonorização de ambientes

Douglas Alves – Serviços em T.I

alphasolucoestecnologicas.com.br

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